entre as organizações que complementam os conteúdos curriculares dos ensinos médio e fundamental. As instituições, quase todas do terceiro setor, procuram oferecer atividades atraentes e conhecimentos diferenciados de modo que complementem os conceitos teóricos apresentados pelos professores. Muitas escolas já têm
em seu Plano Político-Pedagógico
propostas amplas e atuais, mas nem sempre dispõem de tempo para colocá-las em prática. Desde 2004, mais de 200 colégios do DF tiveram a oportunidade de receber os programas de empreendedorismo, negócios, ética e meio ambiente, beneficiando quase 38 mil alunos. De acordo com a coordenadora do ensino médio do colégio CEUB, Vera Neri, a noção de empreendedorismo desperta nos jovens a busca pelo crescimento profissional. “O despertar da visão passada pela Junior Achievemnt e da capacidade de sonhar leva os alunos a compreender que o seu querer e suas ações poderão levá-los a um futuro mais promissor”, avalia. As parcerias com algumas escolas já acontecem desde 2005. Uma delas, o Colégio SIGMA, tem estimulado anualmente a participação dos alunos no programa Miniempresa. “O Miniempresa é, sem dúvida, um dos projetos que mais exigem participação do jovem, e essa participação contribui muito para promover a transformação do estudante”, ressalta o diretor pedagógico do SIGMA, Ronaldo Yungh. Além de escolas privadas, as escolas públicas têm se destacado como parceiras da JADF, tendo representado, em 2009, 90% do total no DF. O interesse da direção e coordenação pedagógica é a importante variável para o sucesso dos programas. O professor Carlito Aguiar da Silva, diretor do CEF 213 de Santa Maria, acredita que a JADF desenvolve programas importantes para os jovens do DF. “Em breve, nossos alunos estarão inseridos no mercado de trabalho como aprendizes e/ou trabalhadores. Queremos que cultivem valores éticos e de cidadania”, analisa Carlito.